Meus poemas são filhos.
Dou-lhes forma mas não escolho suas faces.
Não controlo seu peso ou estatura.
Têm meu DNA,
Vêm de um relacionamento meu com a vida,
Do que me dá e do que tira...
Dia-a-dia, momento a momento.
São frutos de amor e dor.
Vêm à luz por meu corpo...
Mas não sei o que serão.
Contêm meu ser.
Mol-dados d´alma,
Portam meu coração.