Peito pula no pulsar.
Mãos esfriam, pernas tremem...
Como num terremoto,
A sacudir, balançar paredes,
Fazer faltar, minguar o chão.
Ser só quer sim, teme o não.
En-leva-se aos céus,
Catapulta-se ao infinito.
Enxerga, vislumbra somente o bonito,
Descarta, afasta outra opção.
Está completamente encantado,
Fascinado pelo reflexo em outro alguém.
Encontra-se enamorado,
Seduzido, enfeitiçado...
Nublada, turva é a visão.
As perguntas não lhe cabem,
É potência em exclamação.
Não é mente, ente pensante.
Surdo ao mundo...
Ouve só o coração.